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A menopausa é um período de grandes mudanças para a mulher. A queda de hormônios femininos nesta fase da vida está relacionada a um espectro enorme de alterações, que vão de prejuízo de humor e capacidade cognitiva a perda de massa óssea, passando por exemplo por aumento do risco cardiovascular. Pois para combater seus efeitos, pode-se lançar mão da polêmica reposição hormonal, que já viveu dias de glória e de violenta oposição, muito embora o lugar mais justo para ela na medicina seria o meio do caminho entre os anteriores.

A boa notícia desta vez vem de um estudo muito interessante publicado hoje na revista JAMA (Journal of American Medical Association). Este estudo avaliou o risco de morte e qual a sua causa em mulheres em reposição hormonal, em um acompanhamento que se estendeu por até 18 anos. Neste período o risco de morte em mulheres que fizeram reposição hormonal foi o mesmo que entre as que não fizeram. Quando se analisou a causa de morte, foi visto que não houve diferença de mortalidade cardiovascular ou por câncer.

E o que esse estudo tem para dizer de prático para as mulheres? As interpretações podem variar, mas se, por um lado não se deve pensar na reposição hormonal como estratégia para viver mais, por outro ela também não está associada em nível populacional a um maior risco. Claro que devem ser respeitadas individualidades, como histórico pessoal e familiar de câncer de mama, antecedente de trombose e tabagismo. Nesta balança deve pesar também o ganho de qualidade de vida que essa terapia traz. Mais disposição física, melhora de massa óssea, melhora de libido e humor. Que tal? Discuta com seu ginecologista a respeito.

http://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2653735