witamina D

Há alguns dias publiquei um post que falava sobre vitamina D (clique aqui e confira). Ele citava uma revisão de estudos que diziam que a suplementação de vitamina D não teria benefício para saúde ossea e muscular. Mas, dentro desse assunto, bastante polêmico, cabem vários argumentos de defesa ou ataque. Por exemplo, que defende a suplementação de Vitamina D argumenta que muitos desses  estudos não levaram em consideração qual a dosagem de vitamina D inicial, antes da suplementação, e também qual a dosagem utilizada. Para esses estudiosos, descartar os potenciais benefícios dessa suplementação seria um  erro.

Mas de onde vem esse interesse todo da medicina pela suplementação de Vitamina D num passado recente? Ele vem do fato de que vários trabalhos associam a deficiência de vitamina D com diversas doenças distintas, que vão de hipertensão arterial a doenças auto-imunes, passando por obesidade, cancer, entre outros. Mas, se a deficiência de vitamina D está associada a tudo isso, será que a sua correção previne o adoecimento? Ou será que simplesmente sua deficiência é um sinal (marcador) de que as coisas não vão bem no nosso metabolismo?

Neste sentido, há alguns dias demos mais um passo. Foi apresentado no congresso da American Heart Association e publicado no New England Journal of Medicine um estudo intitulado VITAL. Esse estudo avaliou tanto o consumo de omega-3 como o de vitamina D para saúde cardiovascular e risco de cancer. Já comentamos sobre os resultados com omega-3 em post anterior (clique aqui e confira).  Para isso foram acompanhados mais de 25 mil indivíduos com mais de 50 anos de idade por um periodo de 5 anos. E foi visto que a suplementação de vitamina D, na dose de 2mil UI/dia, uma dose maior que a maioria dos estudos prévios, não trouxe benefício de redução de risco de doenças cardiovasculares e de câncer.